Descobrir o belo!
A vida segue uma ordem natural: nascer, crescer e morrer. A sociedade sempre quis se distanciar da morte, por isso mesmo, tem descoberto meios para prolongar a vida. Paradoxalmente, esse mesmo desejo não se aplica ao nascituro querendo negar ao mesmo o direito de existir. Isso é espantoso, pois o que se espera é que essa mesma sociedade guarde, cuide e ampare essa vida que quer vir a ser.
Invertemos essa ordem natural e passamos a considerar "indesejável" o ser que milagrosamente passou a existir. Inúmeros motivos aparentemente justificáveis são usados para "humanizar" o que não se pode. E o fato é simples: a vida começa na gestação e sendo assim deve ser salvaguardada de qualquer ameaça aparente. Por outro lado, insisto que o problema é muito mais grave pois envolve "o campo das ideias".
Todo o problema começa na decisão equivocada que nasceu com a revolução sexual. Com exceção de alguns casos, como o estupro (não gostaria de entrar no mérito dessa questão), todo o aborto é desejado depois da decisão de um casal de se unir. Todos sabem o risco que essa decisão envolve. O problema é que em nome de uma falsa liberdade sexual procurasse eliminar "um acidente de percurso" para seguir sem maiores preocupações. O que se perde nesse momento é a capacidade de raciocinar, pois agindo dessa forma livro-me de um mal que eu mesmo causei. Quero imputar a um indefeso um mal da qual ele não pode se defender.
Nessa situação, o Estado surge como "protetor" desse direito inalienável que o nascituro tem de existir. Quando as leis favorecem o aborto, elas atestam que o mesmo estado deixou de cumprir seu papel de proteger seus entes. Se torna contraditório criar leis para garantir direitos de negros, indígenas, pessoas em situação de rua, mulheres...e negar ao nascituro o direito de nascer.
Devemos instruir homens e mulheres sobre a beleza da união sexual tendo como ponto de partida a castidade. Creio que se a sociedade redescobrisse esse dom, não precisaríamos nos empenhar tanto para defender a vida.
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